DJ Malboro acusado de estupro

 

Cantora MC Ellu, em entrevista ao Balanço Geral, revelou que em 1998 foi estuprada por DJ Malboro.

À época com 17 anos e iniciando a carreira de MC Ellu relembrou dessa situação que foi responsável por transformar seus sonhos e projetos.  “Eu conheci o Marlboro em um baile em que eu fui dublar Janet Jackson, eu tinha 17 anos.

Após a minha apresentação, ele me ofereceu uma carona até a minha casa. No caminho, ao invés de ele me levar em casa, ele me levou para um motel”. A gente entrou no quarto, eu sentei na cama e ele falou assim: ‘Não vai acontecer nada que você não queira’. Resumindo, aconteceu o pior, ele foi às vias de fato. Eu era virgem, saí de lá chorando”, declarou MC Ellu, completando que foi, inclusive, ameaçada

“Ele prometeu que ia me ajudar, ia me botar na gravadora, ia produzir minhas músicas e ficou por isso mesmo. Eu saí de lá chorando. Eu não denunciei antes, primeiro por medo, porque ele falou que se eu falasse pra alguém, poderia acontecer uma coisa ruim comigo”, afirmou. “E, no decorrer desses anos todos, eu fazendo programa de televisão, correndo atrás, sendo muito prejudicada no mercado por culpa dele, porque ele faz o favor de me queimar, de me prejudicar. Ele tenta me prejudicar até hoje com medo de eu contar essa história”, completou.

DJ Malboro declarou que MC Ellu sempre desejou ser produzida por ele, mas que faltava talento à artista e que essa acusação se dá porque quer mídia . Malboro também afirma que nunca a estuprou e que a cantora terá de provar essa acusação.

Outra polêmica envolvendo o DJ

Essa não é a primeira vez que DJ Malboro, considerado por muito como criador do funk carioca e referência desse estilo musical  no Brasil, tem seu nome envolvido em acusações dessa natureza.

Em 2009, o DJ foi acusado de abusar sexualmente de uma menina de 4 anos. O processo correu, em sigilo, na Justiça do Rio de Janeiro.  Na época, a assessoria do DJ se referiu à acusação de abuso sexual como “história fabulosa” e afirmou que a única prova apresentada pela acusação foi um áudio em que a mãe estaria induzindo a filha a falar.

A assessoria também alegou que não foram achados indícios nos computadores apreendidos, na quebra de sigilo telefônico ou nos exames de corpo delito feito na menor. Segundo a nota, Marlboro só encontrara a menina uma vez.

“A única prova apresentada pela acusação é o áudio de uma fita de vídeo em que a criança tem um diálogo com sua mãe, onde se ouve um relato da suposta vítima que sugere abuso da menor. Nesta fita fica evidente ainda a indução e o direcionamento da mãe da menor para o assunto, expondo a criança a uma pressão psicológica feita de forma inadequada e vitimizadora.

Vale ressaltar que a gravação, originalmente em voz e vídeo, estranhamente teve suas imagens retiradas, sendo cedido a justiça somente o áudio”, diz a nota.