O presidente do Sindicato dos Agentes Públicos do Sistema Penitenciário e Socioeducativo do Estado de Santa Catarina (Sindaps/SC), Ferdinando Gregório, fez um chamado para a categoria iniciar a “Operação Legalidade”, assim que houver a aprovação em assembleia da entidade.
Segundo Gregório, a reforma da Previdência a qual, segundo ele, desagrada a categoria, além da superlotação dos presídios e centros socioeducativos, são os principais motivos da mobilização. Uma equipe ficará acampada em frente à Assembleia Legislativa até o prazo máximo para apresentação de emendas ao projeto da reforma, que será o próximo dia 22.
Outro anúncio feito pelo presidente do Sindaps, é que todas as unidades prisionais serão sitiadas a partir da próxima terça-feira. Todos os módulos de empresas que funcionam dentro do sistema prisional, onde os presos trabalham, serão suspensos e, somente serão mantidos os serviços de faxina e alimentação aos apenados.
Um grande impacto deve ser causado também pela decisão de não aceitarem novos presos, até que a categoria seja ouvida. “Não está sendo respeitado o máximo de um policial a cada cinco presos. Não tem mais capacidade humana para aguentar, não vamos aceitar mais esse posicionamento”, afirmou Gregório.
Em seu perfil no Instagram, o líder sindical anunciou que os agentes não sairão mais em escolta com viaturas que estão com os documentos atrasados e sem condição de uso. “Pneus carecas, faróis queimados e sem condição de trabalho”, relatou, além de denunciar que policiais penais sem habilitação técnica, estão dirigindo as chamadas viaturas de emergência.
Durante a Operação Legalidade, o trabalho dos advogados também será limitado. Eles somente serão autorizados a atender, um detento por vez, a cada uma hora e somente em período comercial. Mesmo que o atendimento seja em menor tempo, eles terão que esperar a hora seguinte para conversar com o próximo preso.
Gregório pede que os gestores das unidades prisionais e socioeducativos não entreguem os seus cargos, temendo o que chamou de intervenção militar no sistema. “Os gestores que não querem se comprometer que fiquem em casa, mas não entreguem os seus cargos”, pediu.