Bancada evangélica critica Barroso por proibir missões em terras indígenas

A Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional divulgou, nesta sexta-feira (24/9), nota de repúdio à decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), em relação à proibição de entrada de missões evangélicas em comunidades indígenas durante a pandemia da Covid-19.

Segundo a bancada evangélica, “a pretexto de defender a vida, a saúde e a cultura dos povos indígenas”, a decisão mostra “seu desconhecimento da realidade, prejudicando, justamente, a população que, supostamente, visa proteger”, além de ignorar o papel das missões religiosas nas terras indígenas.

“Valendo-se de premissas equivocadas e pautando-se em interpretações distorcidas dos princípios constitucionais, agride, frontalmente, a liberdade religiosa e a separação de poderes e, como consequência de uma decisão descompromissada com a realidade, acaba por prejudicar a população que, supostamente, busca proteger”, diz a nota.

“Na realidade, a decisão do ministro Barroso, além de não proteger os povos indígenas, ainda consiste em inaceitável perseguição às missões religiosas e, mais grave, à própria garantia constitucional da liberdade religiosa, com a indisfarçável tentativa de impedir as atividades missionárias junto aos povos indígenas do Brasil, justamente no momento em que mais precisam de apoio, como o atual da pandemia da Covid-19”, acrescenta.