O corpo de Amanda Albach foi liberado na madrugada deste domingo (5) para o velório e enterro em Fazenda Rio Grande, região metropolitana de Curitiba. O sepultamento será às 11h30.
Amanda foi encontrada enterrada nesta sexta-feira (3), na praia do Sol, no limite entre Laguna e Imbituba, após 18 dias desaparecida. A jovem havia sido vista pela última vez no dia 14 de novembro numa festa em Jurerê Internacional, em Florianópolis.
Ela saiu de Fazenda Rio Grande para comemorar o aniversário da amiga, uma das suspeitas de envolvimento no assassinato. A informação foi confirmada pelo advogado da família, Michael Pinheiro. Segundo ele, a mãe e o irmão da jovem de 21 anos estão muito abalados. “A família está tentando se restabelecer, é um momento muito difícil.”
A jovem foi obrigada a cavar a própria cova antes de ser morta com dois tiros por uma das três pessoas que foram presas, na última quinta-feira (2), suspeitas pelo desaparecimento da jovem. A revelação foi feita pela Polícia Civil em entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (3).
“Ele [suspeito] coagiu Amanda a caminhar com uma pá e depois a obrigou a cavar uma cova na praia de Itapirubá, entre Imbituba e Laguna. O homem então efetuou dois disparos de arma de fogo, depois tapou o buraco e saiu. As outras duas pessoas que estão presas não presenciaram a cena”, relataram os investigadores.
O último contato de Amanda com a família foi por meio de um áudio. Segundo a polícia, a vítima já estava no local em que seria morta.
“Inclusive no áudio que Amanda encaminhou para a família, ela já estava no local do crime, segundo o próprio investigado relatou. Havia barulho de vento e a voz dela estava estranha”, diz a polícia.
Os investigadores dizem a morte de Amanda aconteceu por volta das 22h do dia 15 de novembro.
Motivo do crime
Conforme a polícia, informações preliminares indicam que um dos investigados se sentiu incomodado porque percebeu que Amanda teria contado para terceiros que ele seria envolvido com tráfico de drogas.
Além disso, a jovem teria fotografado uma arma que o suspeito tinha na casa e mostrado a outras pessoas. “Ele [suspeito] não gostou da situação”, relatam os investigadores.
“O desentendimento aconteceu na própria casa. O local do crime era próximo da residência dos suspeitos”, reforçam os delegados. A polícia ainda investiga se mais pessoas estariam envolvidas no crime.