Cerca de 300 servidores do magistério municipal votaram na manhã desta terça-feira (23), pela manutenção da greve.
O Sisemcam-Sindicato dos Servidores Municipais de Camboriú orientou pelo cumprimento da liminar e retorno às atividades e continuidade da negociação, mas o funcionalismo não aceitou.
Já são treze dias de paralisação (incluindo os finais de semana), que busca reajustes de dois anos em atraso. Até hoje o Prefeito não participou de nenhuma reunião com os servidores e todas as encontros de negociação foram solicitados pelo sindicato.
Segundo o sindicato, a Prefeitura de Camboriú deve 8,84% do repasse do Fundeb aos profissionais da educação. Os profissionais alegam que neste ano os índices são ainda maiores: 10,06% valor do IPCA e 33,24% de repasse do governo Federal vindos do Fundeb”, argumenta Luciana Sobota- Presidente do Sisemcam- Sindicato dos Servidores Municipais de Camboriú.
A Prefeitura ofereceu um adicional de R$423,00 para o magistério e excluiu as monitoras da proposta, que foi rejeitada pela categoria.
Mesmo com decisão do Tribunal de Justiça que pede a suspensão do movimento, a maioria do funcionalismo decidiu continuar paralisado e entrar com novos recursos que provem que o movimento é legítimo e legal.
Proibidos de permanecer a menos de 500 m dos prédios públicos, os servidores, cerca de 45% do magistério municipal, estão concentrados em barracas num terreno emprestado.