Nesta semana o Procon de Camboriú, juntamente com o Procon Estadual, a Polícia Civil e o Departamento de Vigilância Sanitária, realizou uma ação especial de combate à venda de produtos ilegais. A ação ocorreu nos bairros Areais, Centro, Rio Pequeno, Cedro, Monte Alegre e Taboleiro e ao todo, mais de 20 estabelecimentos foram visitados, o que resultou na apreensão de mais de 100 cigarros eletrônicos.
“Esta ação conjunta teve como principal objetivo orientar os estabelecimentos, conveniências e tabacarias, pois a venda do cigarro eletrônico é proibida pela Anvisa, além de ser prejudicial à saúde,” explica o diretor do Procon, Sandro Amorim.
Ao todo três estabelecimentos foram autuados administrativamente, e irão responder por crime contra o consumidor. Foram apreendidos cigarros eletrônicos em seis estabelecimentos.
Ameaça à saúde pública
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) iniciou nesta segunda-feira (11) a etapa de participação social no processo que analisa o consumo de cigarros eletrônicos.
A agência reguladora nesta fase vai receber evidências e técnicas e científicas sobre esses produtos, também conhecidos como Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEF).
O objetivo da agência é reunir informações a favor e contra o uso do cigarro com fundamentação científica, fornecidas por pesquisadores e instituições, para embasar decisões futuras envolvendo a comercialização e o uso desses produtos.
Logo após a abertura do processo pela Anvisa, a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), já se posicionou veementemente contra a liberação dos cigarros eletrônicos. Para a entidade, eles são uma ameaça à saúde pública.
O médico pneumologista Paulo Corrêa, coordenador da Comissão de Tabagismo da SBPT, explicou que existe uma falsa crença entre os usuários de que a fumaça não faria mal à saúde, porque seria apenas vapor d’água.
O médico da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia também alertou que os cigarros eletrônicos têm um grande apelo entre os jovens, aumentando o índice de novos fumantes no país.
A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) também se posicionou contra a liberação dos cigarros eletrônicos, e está promovendo um abaixo-assinado sobre o tema.
Atualmente, a resolução em vigor da Avisa proíbe a importação, comercialização e a veiculação de propaganda desses produtos em todo o país. A coleta de informações da agência sobre os dispositivos eletrônicos para fumar vai até o dia 11 de maio.