Auxílio emergencial ajudou a tirar 7,4 milhões da pobreza no Brasil em 2020, diz Banco Mundial

A extrema pobreza no Brasil será reduzida em 24% até o final de 2022. É o que indica o estudo “Expansão do Programa Auxílio Brasil: Uma reflexão Preliminar”, realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e divulgado nessa quarta-feira (17). A pesquisa aponta ainda que o Auxílio Emergencial teve papel estratégico para a redução dos efeitos sociais e econômicos da pandemia de Covid-19, além de conectar o programa com indicadores de melhoria do mercado formal de trabalho.

Esses dados vão na contramão dos demais países, onde a expectativa é de aumento da extrema pobreza em 15%, segundo estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU).

Auxílio Brasil em números

Segundo o Ipea, foram gerados, em média, 365 novos empregos formais para cada mil famílias incluídas no Auxílio Brasil.

  • A cada 100 famílias que entram no Auxílio Brasil são criadas 37 vagas formais de emprego;
  • 33% dos empregos formais vêm sendo criados em municípios com menos de 100 mil habitantes;
  • 21% dos novos empregos foram criados nos municípios com taxa de informalidade superior a 40%;

 

Levando em conta o histórico do Auxílio Brasil, implementado em novembro de 2021, são mais de 7,1 milhões de famílias adicionadas ao longo dos últimos dez meses. Somente de julho a agosto, mais de 2,2 milhões de famílias  foram incluídas no programa.

O reajuste do valor para R$ 600, que começou a ser pago em agosto, não foi considerado pelo estudo. O Ipea diz que o incremento tem possibilitado ganhos no poder de compra que podem chegar a 116% com o piso de R$600.